Capelas Fúnebres e Coro Alto

Percurso de visita inclui a visita às capelas dos Reis, de S. Geraldo, da Glória e ao Coro Alto e Órgãos da Catedral. Esta visita é acompanhada por um guia da Catedral.

CAPELA DOS REIS

De estilo gótico, foi fundada no século XIV pelo Arcebispo D. Lourenço Vicente (1374-1397), que a dedicou à Virgem Maria no mistério da Anunciação e da Assunção e aos mártires S. Lourenço e S. Vicente. Quando em 1663 o túmulo foi aberto, o seu corpo foi encontrado incorrupto. Hoje repousa numa arca tumular executada durante as obras dos finais do século XX.

Os túmulos dos Condes D. Henrique e D. Teresa, pais do primeiro rei de Portugal – D. Afonso Henriques (1109-1185), são os que, no século XVI, D. Diogo de Sousa mandou executar e colocar na Capela-Mor. Na sequência de diversas remodelações da Sé de Braga, as arcas foram transferidas para aqui em finais do século XIX e colocadas nos dois arcos existentes na parede lateral desta capela. (img)

CAPELA DE S. GERALDO

A Capela de S. Geraldo foi edificada no século XII como capela funerária do Arcebispo que lhe deu o nome.

Após sucessivas intervenções, o seu interior foi totalmente reconstruído no século XVIII pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles. O belo retábulo de talha dourada, recentemente restaurado, tem ao centro o jacente de S. Geraldo. As paredes estão decoradas com azulejos atribuídos a António de Oliveira Bernardes e representam cenas da vida de S. Geraldo, tal como as pinturas a óleo colocadas na parte superior das mesmas.  (img)

CAPELA DA GLÓRIA

A Capela da Glória foi mandada edificar pelo Arcebispo D. Gonçalo Pereira (1326 a 1348). É uma construção gótica do século XIV. No magnífico túmulo com estátua jacente – uma peça notável da tumulária medieval portuguesa – jaz D. Gonçalo Pereira. O túmulo foi encomendado pelo Arcebispo aos mestres Pêro, de Coimbra, e a Telo Garcia, de Lisboa. Foi executado em pedra de Ançã; a arca assenta sobre leões e é decorada, na face direita, por um grupo de doze clérigos e, na esquerda, pelos doze apóstolos. A cabeceira da arca é preenchida por Cristo Crucificado ladeado por sua Mãe e S. João. No topo oposto está a imagem da Virgem com o Menino ao colo.

As paredes são decoradas com motivos geométricos que lembram a arte árabe. A meio da parede, do lado direito, está o brasão de D. Gonçalo Pereira e, à esquerda, o de D. Afonso IV. (img)

CORO ALTO

No final da década de 1730, os Capitulares Bracarenses, em período de sede vacante, resolveram substituir o antigo cadeiral do coro alto da Catedral. Foi chamado para o executar Miguel Francisco da Silva: um arquitecto entalhador radicado no Porto no final da década de 1720.

O cadeiral é constituído por dois níveis de assentos e cátedra para o arcebispo, encimada por um interessante relógio entalhado pelo mesmo autor em 1737. Está executado em pau-santo, de onde sobressaem os ornatos de talha dourada. O centro do coro é ocupado por uma majestosa estante de coro, executada de acordo com o restante programa decorativo do coro alto: o do barroco joanino. (img)

ÓRGÃOS

Os órgãos monumentais da Catedral de Braga são instrumentos musicais reconhecidos pelo seu interesse litúrgico, histórico e artístico. Englobados na designação técnica de órgãos ibéricos, estão instalados em dois varandins sobre a nave central e formam um magnífico conjunto barroco com uma profusão de ornamentos escultóricos. A execução das caixas dos órgãos (1737-1739) foi entregue a Frei Simão Fontana e a sua decoração foi realizada pelo entalhador bracarense Marceliano de Araújo. (img)

MÚSICA NA CATEDRAL

A Catedral é palco de concertos de órgão, corais e sinfónicos, com especial incidência na Semana Santa e no Natal.  

CORO DA CATEDRAL

O Coro da Catedral de Braga foi criado em Setembro de 2013 por iniciativa do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense. Desde a sua criação, é seu propósito assegurar a dinamização da liturgia dominical da Catedral, mormente as celebrações da responsabilidade do Cabido Bracarense, bem como outras celebrações de relevo do calendário litúrgico. Assim, o coro, em articulação com o Cabido da Catedral, tem procurado colocar em prática o referencial resultante do Concílio Vaticano II: “O coro – ou “Capela musical”, ou “Schola Cantorum” – merece uma atenção especial pelo ministério litúrgico que desempenha. A sua função, segundo as normas do Concílio relativas à renovação litúrgica, alcançou agora uma importância e um peso maiores. É a ele que compete assegurar a justa interpretação das partes que lhe pertencem conforme os distintos géneros de canto e promover a participação activa dos fiéis no canto” (In Musicam Sacram, Instrução sobre a música na liturgia. Roma: Sagrada Congregação para os Ritos, 1967). O Coro da Catedral de Braga é composto por cerca de trinta elementos, sendo dirigido, desde a sua criação, por Nuno Oliveira. 

Tags:

Cabido
Tesouro Museu
Rota das Catedrais